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Como é feito o diagnóstico de câncer de próstata?

diagnóstico de câncer de próstata

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), quase 198 mil novos casos de câncer de próstata devem ser diagnosticados no Brasil, para até 2020. E, em boa parte desses casos, o tratamento com cirurgia robótica pode ter maior eficiência, desde que seja feito o diagnóstico câncer de próstata precocemente, quando a doença está em estágio inicial. 

Atualmente, existem vários métodos de rastreamento e diagnóstico que permitem ter quase 100% de certeza sobre a existência ou não de tumores na próstata. 

Ao falarmos em rastreamento, fazemos referência ao avaliação do histórico clínico do paciente, exame de toque, o exames de sangue como o PSA (antígeno prostático específico) e exames de imagem como ressonância multiparamétrica. 

Quando esses exames de rastreamento se mostram alterados, solicitamos exames adicionais para confirmação do diagnóstico e estágio da doença. 

Neste artigo da Clínica Takano de Urologia, entenda mais sobre cada um desses procedimentos e como ajudam no diagnóstico do câncer de próstata e na escolha do tratamento mais apropriado para cada paciente. 

Exame retal ou exame de toque retal (DRE)

Durante um DRE, o médico urologista insere um dedo lubrificado e enluvado no reto do paciente, o que possibilita examinar a próstata, que é adjacente ao reto. 

Esse exame permite identificar uma série de caraterísticas da próstata como tamanho, limites, sulco mediano (uma depressão na superfície da próstata), consistência e presença de nódulos (caroço). 

Quando há alterações nesse exame, pode haver câncer de próstata.

PSA (Antígeno Prostático Específico)

Trata-se de exame em que uma amostra de sangue é retirada do paciente para dosar a concentração do PSA, uma substância produzida naturalmente pela próstata. 

Tods os homens têm uma pequena quantidade de PSA na corrente sanguínea. No entanto, se for encontrado um nível acima do normal, pode haver presença de tumor maligno.

Teste de rastreamento genético

Um estudo feito nos Estados Unidos mostra que homens têm duas a três vezes mais chances de desenvolver câncer de próstata se houver histórico da doença na família. 

E essas chances aumentam ainda mais nos casos de câncer agressivo, incluindo, além do câncer de próstata, o câncer de mama e de ovário. 

Por isso, em muitos casos, é recomendável que o paciente se submeta ao chamado teste de rastreamento genético.

De fato, o teste é bastante simples e pode ser feito com uso de sangue ou de saliva colhidos do paciente e rastreia mutações genéticas associadas com desenvolvimento da doença. 

É necessário fazer o PSA e o exame de toque?

Ambos os testes são essenciais para o diagnóstico do câncer prostático. E é possível afirmar que são exames complementares, que são mais eficientes quando feitos em conjunto. 

No entanto, o exame de toque não é substituível pelo PSA e por razões muito simples.

Durante o toque retal, o médico tem contato direto com a glândula, identificando possíveis anormalidades antes mesmo de qualquer alteração ser evidenciada no PSA. 

Cabe enfatizar que o procedimento dura poucos minutos, gerando um leve desconforto, que é atenuado pelo uso de lubrificantes para a região anal. 

Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata 

Trata-se de um tipo especial de ressonância magnética que permite identificar alterações benignas e malignas da próstata, definindo se há um risco importante ou não de câncer. 

Embora esse exame não confirme o diagnóstico de câncer de próstata, tem papel importante, pois permite evitar biópsias de próstata desnecessárias nos pacientes que apresentam baixa probabilidade de tumor. 

Já nos casos em que o exame identifica lesões suspeitas, a localização dessas lesões pode ser utilizada pelo médico que realiza a biópsia de próstata para tornar o procedimento mais preciso. 

Além disso, quando há alterações sugestivas de câncer, permite definir se o tumor está somente na próstata ou já está invadindo estruturas vizinhas. 

Biópsia de Próstata 

Trata-se do exame que permite o diagnóstico do câncer de próstata e consiste em utilizar o ultrassom para guiar e inserir agulhas muito finas pelo reto ou pelo períneo (região entre o escroto e o ânus) para coleta de pequenos fragmentos da próstata. Por esse aspecto invasivo, deve ser realizado sob sedação ou mesmo anestesia geral. 

Esse material é enviado para análise por microscópio realizada pelo médico patologista, que identifica alterações celulares compatíveis com câncer. 

Permite fazer o diagnóstico da doença, bem como avaliar se o tumor é agressivo.

Portanto, agora que você já sabe da importância dos exames, em especial do PSA e do toque retal, priorize sua saúde e agende já uma consulta de rotina!

Dr. Luiz Takano <meta name="author" content="Doutor Luiz Takano, Médico Urologista. CRM 119.898">

Dr. Luiz Takano

Urologista – CRM 119.898
Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia.
Formação em Cirurgia Urológica Robótica na Johns Hopkins School of Medicine.

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