Algumas pesquisas no campo médico indicam que o câncer de próstata pode se desenvolver por influência de vários fatores.
Embora obesidade, fatores hormonais e dieta rica em gorduras possam aumentar o risco de apresentar a doença, o histórico familiar é o fator mais importante.
Desse modo, o teste de rastreamento genético para apontar a predisposição genética de um indivíduo para desenvolver o câncer prostático pode ser bastante útil.
O teste é muito eficaz, indolor e tem muitas vantagens, conforme você poderá conferir neste artigo do Dr. Luiz Takano.
O teste genético para câncer de próstata investiga o DNA do paciente em busca de variantes hereditárias que aumentam a probabilidade da pessoa desenvolver a doença.
O exame busca mutações em genes específicos ligados ao câncer de próstata hereditário. Alguns dos mais estudados são o BRCA1 e o BRCA2, amplamente conhecidos pela relação com o câncer de mama, mas também fortemente associados a tumores de próstata de alto grau.
Quando uma variante é identificada, o organismo tem uma predisposição aumentada. Não é uma certeza de que a pessoa vai adoecer, mas um sinal de que o acompanhamento precisa ser mais rigoroso.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), um em cada seis brasileiros será diagnosticado com o tumor de próstata, considerando que grande parte dos homens tem mais 65 anos.
Porém, muitos desses tumores não provocam danos ao organismo, evoluem de forma lenta e requerem apenas acompanhamento médico e realização de exames periódicos.
Além do teste detectar mudanças em determinados genes, ele também possibilita aos médicos monitorar certos órgãos do paciente com maior atenção. Essa vantagem estende-se também aos familiares do paciente, caso herdem a mesma predisposição.
A realização do teste de rastreamento genético é muito importante quando já existe histórico da doença em nível mais agressivo.
Isso porque, ao conhecer a predisposição familiar, os médicos podem oferecer uma orientação personalizada, indicando o tratamento mais adequado. E isso, por vezes, inclui a cirurgia robótica, no caso do câncer de próstata.
Há dois tipos principais de testes:
O urologista é quem define qual teste é mais apropriado para cada caso.
Nem todo homem precisa fazer o teste genético para câncer de próstata. De modo geral, há dois perfis que são mais indicados:
A partir do perfil genético identificado, o urologista consegue indicar qual abordagem terapêutica faz mais sentido para aquele paciente.
Cada mutação encontrada pode apontar para um caminho diferente. Por isso, o resultado do teste nunca deve ser interpretado de forma isolada, mas sempre dentro de um contexto clínico completo.
Veja a seguir as principais formas de intervenção.
Os inibidores de PARP são medicamentos de alta precisão, indicados para o tratamento de diversos tipos de cânceres.
Por exemplo, um estudo publicado no PubMed analisou dados de mais de 200 mil pessoas para identificar genes, como BRCA2, realmente ligados ao risco de câncer de próstata, genes que também indicam maior chance de resposta aos inibidores de PARP nesse tipo de câncer.
Quando o teste genético identifica risco elevado e o rastreamento detecta um tumor ainda localizado, a cirurgia robótica pode ser a abordagem mais indicada.
A técnica minimamente invasiva opera com instrumentos articulados controlados com alta precisão. Isso resulta em menor sangramento, menor tempo de internação e melhor preservação da continência urinária e da função sexual em comparação à cirurgia aberta tradicional.
Nem todo resultado positivo exige intervenção imediata.
Em pacientes com mutações de menor expressão clínica e tumores de baixo grau, a vigilância ativa, com PSA seriado, ressonância magnética e biópsias periódicas, pode ser a conduta mais adequada.
Nesse cenário, o teste genético ajuda a definir a frequência e a intensidade do acompanhamento, evitando intervenções desnecessárias.
Como as mutações em genes como BRCA2 e ATM são hereditárias, parentes de primeiro grau podem carregar a mesma variante sem saber.
Por isso, eles podem ser orientados a realizar seus próprios testes, permitindo um rastreamento proativo antes de qualquer sinal clínico — e antecipando o diagnóstico em anos.
O teste genético para câncer de próstata representa um avanço na medicina. Para homens com histórico familiar, diagnóstico de alto risco ou doença metastática, essa ferramenta pode transformar a forma como o tratamento é conduzido.
Se você quer entender melhor suas opções de forma personalizada, converse com um urologista.
O Dr. Luiz Takano é especialista em cirurgia robótica, com ampla experiência no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.