Próstata aumentada ou hiperplasia prostática benigna (HPB), como o nome sugere, refere-se ao aumento não canceroso da próstata.
Embora os sintomas da hiperplasia prostática e do câncer de próstata avançado possam ser semelhantes, são doenças distintas.
Embora exames como PSA e ressonância magnética possam ajudar a diferenciar as condições, é preciso ressaltar que somente o urologista pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.
Neste artigo, entenda quais exames estão disponíveis na identificação da próstata aumentada e quais tratamentos oferecem os melhores resultados.
A causa exata da hiperplasia prostática benigna (HPB) é desconhecida, mas está fortemente ligada ao processo de envelhecimento e às alterações hormonais nos homens.
Acredita-se que os hormônios, especificamente a diidrotestosterona (DHT) e um aumento relativo do estrogênio em comparação com a testosterona com a idade, desempenham um papel fundamental na estimulação do crescimento das células da próstata.
Outros fatores contribuintes podem incluir predisposição genética e, potencialmente, condições como obesidade e inflamação.
Diidrotestosterona (DHT): À medida que os homens envelhecem, os níveis de DHT, uma forma potente de testosterona, podem aumentar e estimular o crescimento das células da próstata.
Estrogênio e testosterona: Outra teoria sugere que, com o envelhecimento, os níveis de testosterona diminuem enquanto os níveis de estrogênio permanecem relativamente estáveis, levando a uma maior proporção de estrogênio que pode desencadear o crescimento da próstata.
Os sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) incluem alterações urinárias, como necessidade frequente ou urgente de urinar, jato urinário fraco ou lento, dificuldade para iniciar a micção e necessidade de levantar-se à noite para urinar.
Outros sintomas podem incluir gotejamento no final da micção, sensação de bexiga cheia e, menos frequentemente, sangue na urina.
O diagnóstico começa com avaliação clínica e a realização de exames. Os principais exames que podem ser solicitados são os seguintes:
O acompanhamento regular com o urologista ajuda a prevenir complicações urinárias graves, como retenção urinária aguda, infecções recorrentes e danos aos rins.
Além disso, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento no momento adequado, preservando a qualidade de vida.
Consultas anuais ao urologista são recomendadas para todos os homens havendo sintomas ou não.
Em casos leves, mudanças no estilo de vida podem reduzir os sintomas. Recomenda-se evitar ingestão excessiva de líquidos à noite, reduzir álcool e cafeína e praticar exercícios regulares.
Medicamentos como alfabloqueadores ajudam a relaxar o componente fibromuscular prostático, reduzindo a obstrução do fluxo urinário.
Além disso, os inibidores da 5-alfa-redutase, interferem com a ação da testosterona sobre a próstata, diminuindo o volume prostático ao longo do tempo. Esses medicamentos são eficazes para controlar sintomas moderados e evitar a progressão da doença.
Podem-se utilizar também inibidores de PDE5, como tadalafila, que apresentam ação semelhante aos alfabloqueadores.
A escolha e a combinação dos fármacos dependem da gravidade dos sintomas e de efeitos colaterais potenciais.
Quando os sintomas não respondem a medicamentos, há opções minimamente invasivas. A ressecção transuretral da próstata (RTU) remove tecido que obstrui a uretra e segue como opção de referência há décadas.
Terapias a laser permitem vaporizar ou enucleação e remoção do tecido prostático.
Cada técnica tem indicações específicas, vantagens e riscos que o urologista deve explicar.
Nos casos de próstata muito volumosa, a cirurgia robótica de próstata pode ser indicada. Esse procedimento oferece benefícios importantes em relação às técnicas convencionais.
A maior precisão dos movimentos robóticos resulta em menor sangramento durante a cirurgia. A recuperação costuma ser mais rápida, com menos dor pós-operatória. Além disso, o tempo de internação é reduzido, permitindo que o paciente retorne mais cedo às suas atividades.
A prostatectomia robótica é realizada por um urologista com treinamento específico em cirurgia robótica. Embora o preço da cirurgia robótica próstata seja um fator a considerar, os benefícios em termos de resultados e recuperação justificam o investimento.
A próstata aumentada não é sinônimo de câncer, mas exige acompanhamento constante. As consultas anuais permitem monitorar a evolução da condição e ajustar o tratamento conforme necessário.
A manutenção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle do peso, contribui para a saúde prostática a longo prazo.
Se você apresenta sintomas de próstata aumentada, entre em contato com o Dr. Luiz Takano. O diagnóstico precoce é essencial para um tratamento eficaz e uma vida mais saudável.