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Pacientes com câncer de bexiga avançado respondem bem a imunoterapia mesmo com mutação genética

Pacientes com câncer de bexiga avançado respondem bem a imunoterapia mesmo com mutação genética

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O câncer de bexiga é o 4º tipo de câncer mais comum em homens. Nos Estados Unidos, estima-se que, em 2023, 83.730 pessoas serão diagnosticadas com câncer de bexiga e que a doença causará 17.200 mortes

Embora o câncer de bexiga seja tratável quando diagnosticado precocemente, em casos avançados (em que a doença já se espalhou para outras partes do corpo), a taxa de sobrevida em 5 anos é aproximadamente 6% , isto é, apenas 6% dos pacientes com câncer avançado sobrevivem 5 anos. Neste grupo, 15% dos tumores têm mutações no gene FGFR3, que contribui para a alta mortalidade da doença. 

Um novo estudo demonstrou que pacientes com câncer de bexiga avançado, cujos tumores têm gene FGFR3 com mutações, respondem a imunoterapia de modo semelhante a pacientes sem a mutação, uma descoberta que vai contra a premissas anteriores. 

O que é a imunoterapia?

O sistema imunológico ajuda seu corpo a combater infecções. É composto de glóbulos brancos e sistema linfático.

A imunoterapia é um tipo de tratamento que utiliza o sistema imunológico para combater as células tumorais. 

O sistema imunológico também detecta e destrói células anormais como as células cancerígenas. Mas estas células cancerígenas têm maneiras de evitar a destruição pelo sistema imunológico: alterações genéticas que as tornam menos visíveis ao sistema imunológico, têm proteínas em sua superfície que desativam as células imunológicas, mudam as células normais ao redor do tumor para que elas interfiram na forma como o sistema imunológico responde às células cancerígenas.

A função da imunoterapia é ajudar o sistema imunológico a agir melhor contra o câncer.

Imunoterapia no câncer de bexiga avançado

Nos últimos anos, houve avanços importantes no tratamento do câncer de bexiga. Em 2019, o FDA aprovou a erdafitinibe, droga que atua sobre o gene FGFR3, prolongando a sobrevida dos pacientes. 

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Além disso, drogas inibidoras de checkpoint foram aprovadas para tratamento de câncer de bexiga avançado. 

Mutações do gene FGFR3

Ensaios clínicos demonstraram que tumores de bexiga com mutações do gene FGFR3 tem menos células imunológicas que pacientes sem mutações. 

Como tumores com baixos níveis de células imunológicas tendem a responder de maneira pobre a inibidores de checkpoint, acreditava-se que os pacientes com mutações do gene FGFR3 não iriam responder a imunoterapia

Para testar esta hipótese, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte compararam amostras de tecido tumoral de 17 pacientes com câncer de bexiga apresentando mutações do gene FGFR3 e de 86 pacientes sem mutações.   

Ao contrário do se que esperava, os 2 grupos responderam de modo semelhante à imunoterapia, diversidade equivalente de receptores de linfócitos T e equilíbrio equivalente de imunossupressão e imunoativação.

Desse modo, pacientes com câncer de bexiga avançado podem também se beneficiar do tratamento com imunoterapia mesmo com mutações de gene FGFR3.

A importância do diagnóstico precoce

Embora, nos últimos anos, novos medicamentos tenham sido desenvolvidos para tratamento do câncer de bexiga avançado, a chance de cura continua maior quando o diagnóstico da doença ocorre no estágio inicial do tumor 

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Fonte: Science Daily – Advanced bladder cancers respond to immunotherapy regardless of gene mutation status

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