As pedras nos rins podem pegar as pessoas de surpresa, provocando dor de início súbito sem aviso prévio, com forte intensidade, sendo muitas vezes necessário ir ao hospital para controle da dor.
Para quem passa por isso, o período seguinte costuma vir acompanhado de muitas incertezas: A pedra vai sair sozinha? Preciso operar? Como impedir que isso aconteça de novo?
Primeiramente, é preciso dizer que nem todo cálculo renal requer cirurgia. Mas, quando isso é preciso, felizmente, a evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de procedimentos minimamente invasivos para o tratamento das pedras nos rins.
Hoje, você vai entender como reconhecer os sintomas do cálculo renal, como funciona o diagnóstico e o tratamento das pedras nos rins, como evitar novas crises.
O sintoma mais comum de pedra nos rins é a cólica renal, uma dor intensa, de instalação abrupta, que se inicia nas costas, irradiando para o abdome ou virilha, acompanhada de náuseas e vômitos.
Uma dúvida frequente entre os pacientes é entender por que uma pedra mesmo pequena pode provocar uma dor tão intensa. E a resposta está no movimento: enquanto o cálculo permanece dentro do rim, ele pode não provocar sintomas.
O cenário muda quando o cálculo se desloca e bloqueia o ureter (o canal fino que conecta o rim à bexiga). Com a dificuldade para a passagem da urina, ocorre acúmulo de urina e a dilatação do trato urinário, provocando a dor aguda.
Os sinais de cálculo renal mais comuns são:
Sinal de alerta: se a dor vier acompanhada de febre ou calafrios, procure atendimento médico de urgência.
Embora os sintomas do paciente sejam suficientes para o diagnóstico, para que possamos definir o tratamento mais adequado, o urologista precisa avaliar características como tamanho, localização e densidade (dureza) do cálculo.
Para isso, alguns exames podem ser utilizados:
Com os exames em mãos, o médico consegue determinar o caminho mais seguro para cada situação. Nem toda pedra exige uma cirurgia imediata: cálculos pequenos podem ser eliminados espontaneamente e, dependendo do tamanho, da localização e dos sintomas, o médico pode indicar medicações que amenizam a dor, aumentam a chance de eliminação e diminuem o tempo para que isso ocorra.
No entanto, quando a pedra é grande ou provoca dor persistente, obstrução grave, alteração de função renal ou infecção associada, há indicação de intervenção.
Para os casos com indicação cirúrgica, a Ureterorrenolitotripsia Flexível a Laser é uma das técnicas minimamente invasivas mais utilizadas para o tratamento dos cálculos urinários.
O procedimento funciona da seguinte forma:
Nos casos de cálculos maiores ou mais complexos, outras técnicas podem ser indicadas, como a Nefrolitotripsia Percutânea, realizada através de um pequeno acesso na região lombar, por onde inserimos uma câmera mais calibrosa dentro do rim e fragmentamos o cálculo.
Pedra nos rins pode ser prevenida?
Existem ajustes práticos na rotina que podem ajudar a reduzir o risco de novos cálculos. São eles:
Cuidar dos cálculos renais vai além de tratar a dor do momento: também envolve investigar suas causas e reduzir o risco de novos episódios.
Se você está enfrentando desconfortos ou recebeu o diagnóstico de pedra nos rins, agende uma consulta de avaliação. Atendo em São Paulo, no Itaim Bibi e na Bela Vista.
Dr. Luiz Takano
Médico Urologista
Especialista em Cirurgia Robótica e Procedimentos Minimamente Invasivos
Atendimentos no Itaim Bibi e na Bela Vista, em São Paulo
CRM 119.898 | RQE nº 40780