O mês de novembro traz um convite fundamental para a reflexão sobre o autocuidado masculino e, especialmente, sobre o câncer de próstata. O movimento Novembro Azul vai muito além de uma campanha no calendário: trata-se de quebrar tabus, desmistificar medos e ampliar o acesso à informação e ao cuidado com a saúde.
No meu dia a dia de consultório, percebo que muitos homens ainda adiam consultas por receio de exames ou por acreditarem que, na ausência de sintomas, tudo está bem. No entanto, quando falamos de próstata, o tempo e o diagnóstico precoce são os nossos maiores aliados para garantir tratamentos eficazes e com rápida volta à rotina.
Hoje, trago um panorama da doença no Brasil, reunindo os sinais de alerta, as alternativas terapêuticas e as principais informações sobre cirurgia robótica, método que transformou a urologia.
O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente entre os homens no Brasil (ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma) e a segunda principal causa de morte por câncer no público masculino.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam mais de 70 mil novos diagnósticos anuais no país. Esses números reforçam que a condição é bastante comum, mas trazem um ponto encorajador: quando identificada em estágios iniciais, a doença apresenta taxas de cura que podem superar 90% a 95%. O grande divisor de águas entre um tratamento curativo e paliativo é justamente a fase em que o problema é descoberto.
Um dos maiores desafios do câncer de próstata é que, em sua fase inicial, ele praticamente não causa sintomas. Quando surgem manifestações perceptíveis, o tumor costuma estar em fase mais avançada.
Entre os sinais que demandam consulta médica para investigação, podemos destacar:
Como os primeiros estágios não doem nem alteram a micção, aqui vai um alerta: esperar os sintomas aparecerem para procurar o urologista é um erro perigoso. A avaliação periódica individualizada com dosagem de PSA no sangue e exames complementares segue sendo indispensável.
No caso de diagnóstico, nem todo paciente precisará de cirurgia imediata. Vale lembrar que o tratamento é personalizado e definido a partir do estágio da doença, da agressividade do tumor, da idade e das condições clínicas gerais do paciente . Entre as principais formas de tratamento, temos:
Entre as opções listadas acima, a cirurgia robótica vem se consagrando como opção com maior precisão técnica e recuperação acelerada.
Trata-se de um procedimento minimamente invasivo e, diferente do que alguns imaginam, o robô não opera sozinho: ele é 100% controlado em tempo real pelo cirurgião urologista a partir de um console de alta tecnologia.
Por meio de pequenas incisões (de 5 a 10 mm), o cirurgião manipula pinças articuladas que reproduzem os movimentos dos punhos e dedos humanos, com precisão muito superior, filtrando inclusive tremores naturais.
O sistema oferece uma visão 3D de alta definição ampliada em mais de dez vezes, permitindo identificar nitidamente os feixes nervosos responsáveis pela ereção e os esfíncteres ligados à continência urinária.
Uma das dúvidas mais comuns no consultório é sobre a dor pós-operatória. Por ser uma cirurgia que preserva tecidos vizinhos e não exige grandes cortes abdominais, o nível de dor é consideravelmente menor quando comparado à cirurgia aberta tradicional. O desconforto costuma ser pequeno e bem controlado com analgésicos comuns.
Receber um diagnóstico ou a suspeita de uma doença prostática desperta muitas incertezas, mas ter ao seu lado um profissional experiente, com domínio técnico e olhar humanizado, faz toda a diferença para encarar o tratamento com segurança, clareza e previsibilidade.
Sou médico urologista com especialização em cirurgia robótica para tratamento de câncer de próstata, bexiga e rim, além de cirurgia a laser para tratamento de pedras nos rins. Se você já atingiu a idade recomendada para o rastreamento, possui histórico familiar ou busca uma segunda opinião especializada sobre o tratamento cirúrgico, agende uma consulta comigo.
Atendimentos no Itaim Bibi e na Bela Vista, em São Paulo
Dr. Luiz Takano
Médico Urologista
CRM 119.898
RQE nº 40780